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O otimismo tem a sua importância na gestão.

Nem todo pessimismo é prudência. 

Depois de anos, posso dizer com segurança que já vi muitos projetos bons morrerem antes da primeira entrega. Não por falta de recursos, nem por falta de inteligência. Morreram porque a sala inteira decidiu, cedo demais, que não ia dar certo.

Chamaram de realismo. Eu chamo de desistência elegante. 

Isso porque o realismo mede risco e ajusta plano. Desistência só procura álibi para não se expor.

Otimismo, no trabalho sério, não tem nada de euforia. É uma ferramenta de execução. É decidir começar quando ainda está feio, manter-se na rota quando o entorno só enxerga os piores desdobramentos e voltar no dia seguinte com o mesmo compromisso de entregar o próximo passo. 

E a energia necessária para isso vem exatamente do padrão que a liderança tolera e cobra.

Ilusão é ignorar fatos. Otimismo é encarar fatos e, mesmo assim, escolher agir. Não depende de aplauso, nem de “quando tudo estiver do nosso jeito”. Depende da disciplina de revisar, corrigir e seguir. Sem isso, o plano vira desejo. 


 
 
 

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