Os arquivos das câmeras são suas provas.
- Karina Willemann

- 15 de jan.
- 1 min de leitura
Câmera não é prova. Arquivo é.
Você acreditaria se eu contasse que vi muitas empresas perderem discussões simples por apresentar o vídeo da ocorrência do jeito que estava no WhatsApp? Estou falando de vídeos recortados, sem horários confiáveis e sem registro de origem.
Esse tipo de arquivo nada mais é do que só uma narrativa com imagens.
Quando a gravação entra em processo, o que mantém o argumento em pé é menos o que aparece na tela e mais o que você demonstra sobre o caminho do material.
É por isso que integridade e autenticidade contam tanto. É importante ter o arquivo original, exportação correta, logs de acesso, data e equipamento identificáveis. É a cadeia de custódia quem impede a outra parte de dizer, com razão, que aquilo pode ter sido mexido.
E, por último, o ponto que muita gente ignora até virar notificação: consentimento e finalidade. Se a câmera pega área privada, ambiente sensível ou pessoa em situação que extrapola segurança, o problema não é o vídeo. É a instalação e o uso.
Então, quando a responsabilidade de algo puder cair no seu colo, todo cuidado é pouco.
Segurança eletrônica ajuda muito. Só não perdoa falta de preparo.


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