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Monitorar não é o mesmo que proteger

Outro dia, li um dado que chamou minha atenção.


Em 2024, o uso de torres de vigilância chegou à receita de 14 bilhões de reais, mostrando um salto de cerca de 16% no faturamento se compararmos com 2023, conforme pesquisa da Abese.


E embora esse número indique um mercado muito completo, especialistas alertam que torres de vigilância isoladas nem sempre bastam.


Por exemplo, Marco Barbosa, diretor da Came no Brasil, defende que o verdadeiro ganho de segurança só vem quando essas torres são integradas a um esquema mais amplo de controle de acesso, com portões, catracas, e até dispositivos de alta segurança como dilaceradores de pneus (“garras de tigre”) e bollards.


E eu concordo, essa sinergia é indispensável para transformar a presença das torres em prevenção efetiva, e não apenas monitoramento passivo.


Além disso, o crescimento reflete também a busca por segurança privada diante da falta de confiança em soluções públicas, sempre respeitando normas de privacidade e a LGPD, garantindo proteção sem comprometer os direitos necessários.


Ao longo dos anos em atividade, vejo que a segurança eficaz depende da integração e consciência sobre privacidade, não só da presença de equipamentos isolados.



 
 
 

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