Sem preparação não existe timing certo.
- Karina Willemann

- 27 de jan.
- 1 min de leitura
Sabe aquele frio na barriga? Não dá para confundir isso com timing, viu?
Já vi empresa bem organizada (produto forte, caixa em dia, governança funcionando) meter os pés pelas mãos porque confundiu hora certa com vontade do dono. A estrutura estava pronta, mas o mercado, não.
No nosso meio, quem manda é o ciclo.
Tem período em que o comprador compra crescimento. Tem período em que ele compra proteção.
Quando o capital está farto, a diligência anda, o preço vai em frente e o risco vira nota de rodapé. Agora, quando o capital seca, tudo vira comitê, covenant e prazo. A mesma empresa, com a mesma performance, recebe propostas muito diferentes.
É por isso que precisamos tanto separar identidade de propriedade.
Os fundadores costumam juntar as duas coisas e sofre com cada conversa. Vender, quando bem estruturado, é uma forma de validação. Com isso, você troca risco concentrado por liquidez, troca dependência por opção, e às vezes ganha escala que sozinho levaria anos sem precisar romantizar o processo.
Saída emocional tem pressa, raiva ou vaidade. Saída estratégica tem tese, preparação e timing.



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