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Quem Você Promove Revela O Que Você Não Vê Em Si Mesmo

Paulo Ricardo Ferreira: CEO SmartStar Energias | Top 100 Influencer RH Brasil | Escritor Profissional | Autor do Best-Seller ‘Como Sobreviver Ao Zoológico Humano’ & +80 Livros | Liderança Humanizada e Inteligência Emocional |


Há uma pergunta que todo executivo evita fazer depois de uma contratação que dá errado: 𝗲𝘂 𝗲𝘀𝗰𝗼𝗹𝗵𝗶 𝗲𝘀𝘀𝗮 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮 𝗽𝗲𝗹𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝗹𝗮 𝗲𝗿𝗮, 𝗼𝘂 𝗽𝗲𝗹𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘂 𝗽𝗿𝗲𝗰𝗶𝘀𝗮𝘃𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝗹𝗮 𝗳𝗼𝘀𝘀𝗲? A maioria não responde, porque a resposta honesta expõe algo desconfortável sobre quem decide, não sobre quem foi escolhido.


Reparo com frequência que líderes experientes, capazes de ler um balanço em segundos, perdem completamente a capacidade de leitura quando o assunto é caráter. Confiam em currículo, em fluência de discurso, em como a pessoa se comporta na sala de reunião — exatamente o cenário em que qualquer um sabe se comportar bem. O problema nunca foi falta de inteligência analítica. Foi aplicar critério técnico onde o que se precisa é critério humano.


Em quase quatro décadas dirigindo operações em diferentes países, aprendi que o cargo nunca revela caráter — revela apenas o que a pessoa faz quando está sendo observada. Sete em cada dez decisões de liderança que vejo desmoronar têm a mesma raiz: alguém foi promovido, contratado ou associado pela performance diante de plateia, e o padrão sob pressão, sem plateia, nunca foi verificado antes de virar problema da empresa inteira.


Isso custa mais do que dinheiro. Custa tempo de reconstrução, custa a confiança de uma equipe que via aquela contratação como sinal do que a liderança valoriza, custa a própria autoridade de quem decidiu. E o pior: quem carrega esse erro raramente admite que o problema começou na decisão. Prefere acreditar que a pessoa "mudou depois de contratada" — quando, na maioria dos casos, ela sempre foi exatamente quem era.


E aqui está o que muda tudo: liderar não é uma habilidade separada de enxergar pessoas. É a mesma habilidade, aplicada em escala. Quem não sabe ler caráter individual não vai saber construir cultura — vai apenas empilhar decisões erradas com nomes diferentes.


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