A inteligência embarcada para fazer o básico bem feito.
- Karina Willemann

- 13 de jan.
- 1 min de leitura
Alerta não é evidência.
Ao longo de minha carreira, vi muitos centros de monitoramento que eram eficientes na teoria, com telas, turnos e procedimento. Porém, na prática, o operador passava o dia se ocupando com alertas inúteis. Sombra de árvore virava movimento. O farol refletido virava ocorrência. No fim do turno, o cansaço era real e a utilidade, discutível.
O problema nunca foi falta de câmera, foi excesso de informação inútil.
Sistemas convencionais geram milhares de alertas por dia e, quando tudo apita, a informação à qual nós deveríamos nos atentar chega misturada ao resto. Como consequência, temos tempo perdido, atenção quebrada e decisão tardia.
A inteligência embarcada entrou para fazer o básico bem feito. A visão computacional e o aprendizado de máquina passaram a separar ocorrência de interferência, trazendo o reconhecimento de padrões de pessoas, veículos e objetos.
Além disso, essas funções cruzam contexto (horário, local, tipo de área), o que ajuda a derrubar o que não tem valor operacional. Luz piscando, animal passando e folha mexendo deixam de competir por atenção.
Quando a filtragem funciona, temos menos imagens revisadas por nada. Foi assim que aprendi que alerta é custo, e evidência é ativo.


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